Mapeamento da Educação Superior: Minas Gerais

Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Geografia - Tratamento da Informação Espacial

Educação

Fonte: IBGE, 2013

O número de pessoas com ensino superior completo em um município é um indicador do potencial do município para absorver uma mão-de-obra mais qualificada e, assim, indicar também a demanda do município por cursos de graduação.

Os municípios mineiros que, de acordo com o Censo 2010, possuíam mais de 10% da população com ensino superior completo eram:

Nova Lima é o único entre esses municípios que não possuía um campus de uma universidade federal. No entanto, o município abrigava residências de alto luxo de pessoas que trabalhavam na capital.

Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, os que tinham menor percentual da população com ensino superior eram: Sabará (4,35%), Betim (4,05%), Santa Luzia (2,93%), Vespasiano (2,84%), Ibirité (1,88%) e Ribeirão das Neves (1,56%). Todas estão na microrregião de Belo Horizonte, indicando que eram municípios de residência de trabalhadores menos qualificados de Belo Horizonte. Contagem, o último município com mais de 100.000 habitantes dessa microrregião, possuía 5,85% de pessoas com ensino superior completo.

Fonte: IBGE, 2013

O ensino médio completo é o requisito básico para ingresso em um curso de nível superior. O percentual da população com ensino médio completo é uma indicação da capacidade do município de capacitação e de retenção de mão-de-obra técnica.

O valor médio entre os percentuais de pessoas com ensino médio completo, nos municípios de Minas Gerais, em 2010, era 13,13%. Nos municípios com mais de 100.000 habitantes, esse valor médio subia para 21,84%.

Entre os 15 municípios com maior percentual de pessoas com ensino médio completo, destacavam-se Cachoeira da Prata (24,79%), com apenas 3.654 habitantes, Itaú de Minas (24,40%), com 14.945 habitantes, e Confins (24,04%), com 5.936 habitantes, indicando que a instalação de uma empresa, indústria ou prestadora de serviços de grande porte tem a capacidade de atrair mão-de-obra técnica para a região.

Fonte: IBGE, 2013

O número de pessoas que frequentavam o ensino superior em 2010 é uma estimativa da demanda por cursos de graduação naquele ano. Em termos percentuais, esse indica um melhor desenvolvimento sócio-econômico do município.

A média dos percentuais de pessoas que frequentavam o ensino superior nos municípios com mais de 100.000 habitantes, em 2010, era 3,54%. Entre os municípios da microrregião de Belo Horizonte, apenas a capital (5,92%), Nova Lima (4,34%) e Contagem (4,30%) estavam acima dessa média. A média entre os percentuais de todos os municípios do estado era 1,83%.

Fonte: IBGE, 2013

Já por meio do número de pessoas que frequentavam o ensino médio, é possível estimar a demanda futura por cursos de graduação.

A média dos percentuais de pessoas que frequentavam o regular do ensino médio, nos municípios de Minas Gerais, em 2010, era 4,15%. Nos municípios com mais de 100.000 habitantes, esse percentual médio subia para 4,44%.

Entre os municípios das mesorregiões Noroeste de Minas, Norte de Minas e Jequitinhonha, a média dos percentuais era 4,95%, indicando a possibilidade de um desenvolvimento técnico mais acelerado no norte do estado.

Referências:

IBGE. Cidades. IBGE, 2013. Disponível em: <http://cidades.ibge.gov.br/xtras/home.php>. Acesso em: 01 abr. 2013.

Elaboração: Prof. Marcos André Silveira Kutova
Orientação: Prof. Dr. João Francisco de Abreu
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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

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