Mapeamento da Educação Superior: Minas Gerais

Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Geografia - Tratamento da Informação Espacial

Renda

Fonte: IBGE, 2013

A população com renda de até dois salários mínimos não é considerada com renda suficiente para suportar o custo de muitos dos cursos de graduação das IES privadas. No entanto, essa população tem tido acesso ao ensino superior por meio de bolsas, como o PROUNI, ou por meio de cursos de baixo custo.

A distribuição da população com renda de até dois salários mínimos possui uma alta correlação com a distribuição da população geral. A distribuição percentual, no entanto, pode indicar a pobreza do município ou a má distribuição de renda. Por exemplo, as duas cidades com menores percentuais de população nessa faixa de renda, em 2010, eram Santo Antônio do Retiro (41,44%), com 6.955 habitantes, e Belo Horizonte (41,51%), com quase 2,4 milhões de habitantes. Porém, Santo Antônio do Retiro possuía apenas 2,1% da população com renda superior a dois salários mínimos, enquanto que Belo Horizonte possuía 31,84% da população nessa condição.

A média dos percentuais de população com renda de até dois salários mínimos, entre todos os municípios do estado, era, em 2010, de 58,50%. Se considerados apenas os municípios que tinham mais de 100.000 habitantes, essa média caia para 50,03%.

É importante observar que o IBGE apenas registra a informação de renda para pessoas com 10 anos ou mais de idade.

Fonte: IBGE, 2013

A população com renda de mais de dois a três salários mínimos possui uma condição mais favorável para ingresso em cursos de graduação das IES privadas, especialmente naqueles de baixo custo.

Os percentuais mais altos de população com renda de 2 a 3 salários mínimos eram, de acordo com o Censo 2010, encontrados na mesorregião do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba e os percentuais mais baixos eram encontrados nas mesorregiões a norte e leste do estado. A média dos percentuais de população nessa faixa de renda, entre todos os municípios do estado, era 4,52%. Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, essa média subia para 8,01%.

Fonte: IBGE, 2013

A população com renda de 3 a 5 salários mínimos possui condição financeira suficiente para ingresso na maioria dos cursos de graduação das IES privadas.

A média dos percentuais de população com renda entre 3 a 5 salários mínimos, entre todos os municípios do estado, em 2010, era 3,08%. Uberlândia possuía o maior percentual do estado, com 8,84% da população, e era seguida por Belo Horizonte, com 8,68%. Araxá (8,25%) e Timóteo (8,03%), com populações ligeiramente inferiores a 100.000 habitantes, ocupavam, respectivamente, a terceira e a quarta posições. A média dos percentuais entre os municípios com mais de 100.000 habitantes era 6,24%.

As mesorregiões a norte e noroeste do estado, de acordo com o Censo 2010, possuíam os menores percentuais de renda de 3 a 5 salários mínimos.

Fonte: IBGE, 2013

Apenas 5,49% das pessoas com 10 anos ou mais de idade no estado de Minas Gerais possuíam, em 2010, renda superior a cinco salários mínimos. 32,48% dessas pessoas residiam em Belo Horizonte.

Considerando todos os municípios do estado, a média dos percentuais de pessoas com renda de mais de 5 salários mínimos era de 2,35%. Já nos 29 municípios com mais de 100.000 habitantes, essa média subia para 5,90%. Na capital, o percentual era 14,36%.

A distribuição espacial desses percentuais mostra que os municípios das mesorregiões Norte de Minas e Jequitinhonha possuíam os menores percentuais do estado.

Fonte: IBGE, 2013

O rendimento nominal médio mensal dos municípios também é um indicador do poder aquisitivo da população e, portanto, da capacidade financeira de participação em cursos de graduação das IES privadas.

Segundo o Censo 2010, os rendimentos nominais médios mensais nos municípios a oeste de Minas Gerais eram superiores aos dos municípios das regiões norte e leste do estado. A média desse rendimento, considerando todos os municípios do estado era R$ 808,97. Entre os 29 municípios com mais de 100.000 habitantes, a média dos rendimentos nominais médios mensais era R$ 1.262,79.

Confirmando a tendência do município de Nova Lima se tornar o município de residência da população de classe alta de Belo Horizonte, o rendimento nominal médio mensal desse município era de R$ 2.703,05 – a maior do estado. Belo Horizonte aparecia em segundo lugar, com um rendimento nominal médio mensal de R$ 2.238,97.

Entre as cidades com mais de 100.000 habitantes, apenas quatro possuíam um rendimento nominal médio mensal inferior a R$ 1.000,00 e todas estão no entorno da capital. São elas: Ribeirão das Neves (R$ 819,92), Ibirité (R$ 922,18) e Vespasiano (R$ 929,64), Santa Luzia (R$ 945,06).

Fonte: IBGE, 2013

Como o rendimento nominal médio mensal não indica os desequilíbrios de renda entre a população de um município, é importante analisar também o rendimento nonimal mediano mensal. A mediana é uma medida de tendência central que separa a metade inferior da amostra da metade superior. Assim, o rendimento nominal mediano mensal indica que pelo menos metade da população do município tem renda igual ou inferior a esse valor e a outra metade tem renda igual ou superior.

O salário mínimo brasileiro, em 2010, era de R$ 510,00. Em 638 municípios do estado, pelo menos metade da população tinha renda igual ou inferior ao salário mínimo. Isso representava 74,8% dos municípios.

Novamente, os municípios a oeste do estado e no entorno da capital apresentavam indicadores melhores de renda.

Referências:

IBGE. Cidades. IBGE, 2013. Disponível em: <http://cidades.ibge.gov.br/xtras/home.php>. Acesso em: 01 abr. 2013.

Elaboração: Prof. Marcos André Silveira Kutova
Orientação: Prof. Dr. João Francisco de Abreu
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Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

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